7 de Setembro de 2010
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Vida & Lazer / Ambiente Limpo

Material reciclável vira aquecedor solar

03/09/2010,Greici Audibert


Aparelho é confeccionado com material reciclável
A Secretaria do Meio Ambiente de Bento Gonçalves lançou esta semana o curso de capacitação sobre construção e instalação de aquecedores solares com materiais descartáveis. A primeira etapa ocorreu quarta-feira, 1º de setembro, na Escola Alfredo Aveline. A ideia, segundo a bióloga da Secretaria, Caroline Todeschini, é colocar o aprendizado em prática nas escolas e comunidades do município.

Um protótipo já está em funcionamento no Centro de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Ceacri) AABB Comunidade. O aquecedor é construído com garrafas pet, caixas de leite longa vida, canos de PVC e reservatório de água. Com o calor do sol, o sistema fornece água quente com temperatura entre 40 e 50 graus centígrados.

Entre as vantagens do equipamento, está o uso de energia renovável, a preservação do meio-ambiente, o uso de materiais recicláveis, a economia financeira, o baixo custo da confecção do material e a fácil instalação do sistema.

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Fonte: Greici Audibert / Agência RSCOM

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País teve quase 260 mil focos de calor em agosto

01/09/2010,Greici Audibert

O país registrou em agosto 259.942 focos de calor, número que também inclui as queimadas, já que os satélites não conseguem distinguir as diferentes fontes emissoras de calor, informaram o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente na terça-feira.


O relatório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis divulgado pela ministra da pasta, Izabella Teixeira, mostrou que os incêndios estão concentrados no bioma Cerrado, que abrange 12 estados brasileiros.

Do total de focos de calor, 13 por cento estão em terras indígenas, 12 por cento em áreas de conservação, 8 por cento em assentamentos e 67 por cento em territórios privados, segundo a ministra. O "fogo se deve a práticas ilegais costumeiras no Cerrado" e acontece porque fazendeiros e índios usam as queimadas como manejo e perdem o controle, disse.

O estudo revelou que Mato Grosso é o Estado mais atingido, com 27 por cento do total, ou 63.992 focos. O Pará aparece em seguida, com 26 por cento, ou 62.718 focos, enquanto Tocantins figura em terceiro, com 13 por cento, ou 32.014 focos.

Izabella explicou que há limitações tecnológicas no monitoramento feito pelos satélites usados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que não conseguem diferenciar o calor das queimadas de outras fontes, como o calor emitido por terras, rochas e telhados. Por isso, ressaltou, não significa que o país tenha visto até agora quase 260 mil focos de incêndios.

Apesar do clima atípico seco que assola grande parte do território nacional, a ministra afirmou que não se trata de um ano recorde na quantidade de queimadas. No entanto, os dados mais recentes do Inpe mostram que de janeiro até 30 de agosto foram registrados 45.860 focos de queimadas no país, 148 por cento acima do mesmo período do ano passado, quando chegou a 18.435 focos.

O ministério afirmou que foram usados 29,4 milhões de reais nas operações de combate aos incêndios florestais neste ano, que envolvem 3.562 agentes de diversas áreas.

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Fonte: Reuters

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Energia que vem do ar

30/08/2010,Greici Audibert


Técnica explora efeito atmosférico
Pesquisadores da Unicamp (Universidade de Campinas) dizem ter encontrado um mecanismo para coletar energia elétrica do ar úmido. O coordenador do estudo, Fernando Galembeck, apresentou a descoberta em uma reunião da Sociedade Americana de Química, em Boston. Segundo ele, a técnica explora um efeito atmosférico pouco conhecido.

O cientista brasileiro diz que metais poderiam ser usados para captar a energia, abrindo caminho para uma potencial fonte de energia em climas úmidos. Outros cientistas, porém, discordam sobre o mecanismo e sobre a escala do efeito relatado por Galembeck.

Circuito
"A ideia básica é que quando você tem qualquer sólido ou líquido em um ambiente úmido, você tem a absorção de água na superfície", disse Galembeck. "O trabalho que estou apresentando mostra como metais colocados sob um ambiente úmido se tornam carregados (de energia)", afirmou.

Galembeck e seus colegas de pesquisa isolaram vários metais e pares de metais separados por um material não condutor de eletricidade e permitiram que nitrogêneo gasoso com diferentes quantidades de vapor de água passassem por eles. O que a equipe descobriu é que os metais acumularam carga elétrica - em variadas quantidades, com carga positiva ou negativa. Os metais poderiam ser ligados periodicamente a um circuito para criar eletricidade que pudesse ser utilizada.

O efeito é muito pequeno - coletando uma quantidade de eletricidade equivalente a 0,000001% da produzida em uma mesma área por uma célula de energia solar - mas parece representar uma forma de acumulação de carga que até agora era ignorada.

Galembeck sugere que com mais desenvolvimento, o princípio poderia ser estendido para se tornar uma fonte de energia renovável em áreas úmidas do planeta, como os trópicos.

Debate
Apesar de a ideia de tirar energia do ar ser tentadora, a perspectiva de se conseguir coletar uma quantidade suficiente para tornar o processo viável ainda é uma questão de debate. Hywel Morgan, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, diz que um efeito semelhante já é conhecido há algum tempo. Ele aponta que o carregamento triboelétrico - a geração de carga elétrica pela fricção de gotas de água sobre gotas de água - é a origem das trovoadas.

"O que achamos que está acontecendo é que ele está jogando vapor de água através dos metais e, com isso, carregando triboeletricamente o vapor de água", afirma. Segundo ele, isso resultaria numa carga, mas não seria o mesmo que simplesmente tirar eletricidade do ar úmido.

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Fonte: BBC Brasil

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James Cameron em campanha ambiental da Nasa

26/08/2010,Greici Audibert


James Cameron, diretor de Avatar
O diretor do sucesso de bilheteria "Avatar", James Cameron, uniu-se a uma campanha a favor da ciência lançada nesta terça-feira (24) pela Nasa para criar consciência ambiental e promover estudos de nosso planeta. Em breve vídeo no qual são misturadas as imagens de "Avatar" e as oferecidas pelos satélites da agência espacial americana, Cameron descreve algumas das contribuições da Nasa a favor do meio ambiente.

"A missão da Nasa é vigiar constantemente nossa casa", assinala o cineasta, que destaca que a frota de satélites que orbitam ao redor da Terra "mostra todo o planeta: seus lugares mais remotos, seus mistérios e a poderosa influência dos seres humanos".

Cameron, que em seu histórico filme em 3D narra a história de um belo planeta fictício, Pandora, ameaçado pelos homens que querem explorar seus recursos naturais, pede aos espectadores que cuidem do planeta, pois "todos somos parte de uma rede global chamada Terra".

A agência espacial começou nesta terça a divulgar os anúncios, a fim de promover seu programa científico de estudo da Terra, que conta com uma série de missões de observação criada para analisar e entender as mudanças do planeta. A Nasa tem em órbita 14 satélites de observação terrestres que estudam a atmosfera, os oceanos, a superfície terrestre e fenômenos como a neve e o gelo.

Veja publicidade da Nasa com James Cameron, diretor de "Avatar"


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Fonte: Da EFE, em Washington

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Mistério: plástico some nos oceanos

24/08/2010,Greici Audibert

A quantidade de lixo plástico nos oceanos não parece estar crescendo, e os ambientalistas estão intrigados. Um estudo realizado ao longo de 22 anos indica que a quantidade de plástico encurralado num lixão flutuante do Oceano Atlântico parou de crescer.


Foto Getty Images
"Sabemos que a produção global de plástico cresceu substancialmente no mesmo período" e que o descarte também aumentou, disse Kara Lavender Law, da Associação de Educação Marítima dos EUA. "Se há mais lixo plástico, é difícil acreditar que mais desse lixo não esteja indo parar no oceano. Existe plástico perdido lá fora", disse ela.

Ao longo do estudo, mais de 64.000 pedaços de plástico foram recolhidos e 6.100 áreas foram estudadas em busca de amostras, informam Law e colegas na edição online da revista científica Science. Pesquisadores preocupam-se com o plástico dos mares porque ele pode pôr em perigo aves marinhas, tartarugas e outros animais que podem engolir ou ficar presos no material.

Um campo de lixo plástico flutuante também foi descoberto no Oceano Pacífico. Embora os pesquisadores tenham visto variações na quantidade de plástico de um ano para o outro, na média do período não houve aumento significativo.

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Fonte: Associated Press

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