Acordo prevê parceria em coprocessamento de resíduos sólidos na fabricação de cimento
Crédito foto: Gilmar Gomes
A Fundação Proamb, de Bento Gonçalves (RS), e a Cimpor Brasil, firmaram contrato de parceria em coprocessamento. O documento oficializando o acordo foi assinado na noite de segunda-feira (30 de abril) pelo CEO da Cimpor Brasil, Alexandre Roncon de Garcez Lencastre, e pela presidente da entidade, Juliana Ferrari Dal Piaz.
A assinatura é a primeira etapa do projeto de implantação do trabalho conjunto que culminará com o início da operação da blendagem da Proamb, em outubro de 2011, que fornecerá blend para a fabricação de cimento na unidade de Candiota (RS) da Cimpor.
A parceria entre Proamb e Cimpor vem ao encontro da portaria da Fepam publicada em abril deste ano, que fixou em 18 meses para que os resíduos de classe I com característica de inflamabilidade passem a não ter mais destinação final em aterros. O coprocessamento é a solução no caso, pois é uma técnica que destina e destrói esses resíduos de maneira definitiva, não gera passivos ambientais e utiliza o potencial energético do material.A operação do sistema culmina com a produção de cimento com qualidade, sendo que o forno cimenteiro faz a destruição total dos resíduos.
Enquanto o negócio e a responsabilidade da Cimpor no acordo é etapa de fabricação do cimento através do coprocessamento, a Proamb é a da blendagem, que, em linhas gerais, é a trituração, mistura homogeneizante e peneiração de resíduos. O poder calorífico desse blend deve ser superior a 3.500Kcal/kg. Entre os resíduos sólidos que podem fazer parte desse composto estão resinas, colas, borras de tintas, materiais impregnados com óleos, graxas e solventes. O blend é inserido no processo de fabricação do cimento de tal maneira a não perturbar a composição do clínquer.
Fonte: Assessoria Imprensa/Marisa
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